26 maio 2009

• MÚSICA, DANÇA E SENTIMENTOS PARA A VIDA •

Em uma entrevista com Aline Menezes Kirinus, ela que é coreógrafa, bailarina, também formada em piscologia e proprietária de um centro cultural, que envolve todos os tipos de artes, principalmente a dança, comentou o quanto a música é importante na vida dela e para todos que se envolvem com a arte da dança.

A música consegue através da melodia ou da canção tocar o lado emocional do ser humano, não é sempre o mesmo sentimento que proporciona, pois cada um tem uma história de vida, e um pensamento a respeito dela.

Como diz Aline: “ O tango para algumas pessoas transmite tristeza, para mim, felicidade’. Algo importante que a coreógrafa diz, é como a música consegue interferir no dia e na vida das pessoas. Ela repara como os alunos chegam na academia e como saem após uma hora de aula. O sentimento é claramente observado no sorriso e na expressão dos alunos. “Dizem que saem mais leves”.


Aline no palco

Não são todas as pessoas que se propõem a ouvirem as músicas e muito menos o que elas deixam transmitir para o corpo e para a mente. Mas a partir do momento que deixarem a sensibilidade e a vibração falar mais alto, sem dúvida, terão sensações únicas.

Aline comenta a diferença de algumas turmas, em que ao ligar a música todos já entram em uma mesma sintonia, já em outras, ela precisa explicar as vibrações e o que pode ser usado através do corpo e do sentimento que ali é colocado. A bailarina fala com sorriso no rosto que depois que as pessoas se entregam para a dança, estão automaticamente ligados a vários estilos de músicas e como conseqüência acabam ampliando suas formas de olhar o mundo e de senti-lo.

Falando como psicóloga, Aline explica como a música pode ser terapêutica para as pessoas. “Se a pessoa escuta a música que ela dança no carro, ou até mesmo a música que ela gosta muito, já trás uma nova energia. Muitas vezes tranqüiliza, ou anima ."

Sintonia com a música


A importância de não apenas ouvir mas de sentir a música é o segredo para que tudo isso tenha efeito. Saber o que ela está passando e o que ela pode fazer em você.

Concluindo a entrevista, Aline deixa um recado para todos os “blogueros” de plantão: “ É uma experiência totalmente pessoal, mas acredito que todas as pessoas que se entregam para a música, começam a ver tudo de uma forma diferente. Experimente-se, dê essa oportunidade a você, escolha o que soa bem em seus ouvidos, e sinta. Com certeza sua vida será muito melhor”.

Por: Rafaelle de Oliveira

3 comentários:

Monique 2 de março de 2012 10:41  

Gostaria de saber qual seria a técnica que vc teria que usar quando estivesse muito triste e teria que dançar uma coreografia alegre? Que técnica e sentimento vc usaria?

Rafaelle de Oliveira 24 de dezembro de 2012 12:13  

Olá Monique. Sou a Rafaelle, a pessoa que escreveu essa matéria.
Sou bailarina e coreógrafa e vou responder sua pergunta.

Sempre que estou triste e preciso dançar algo alegre, ou mesmo dar uma aula alegre... eu me concentro na música, ou no caso, na aula e no que devo fazer, busco no meu interior (memória afetiva), minhas lembranças alegres e tento abstrair minha tristeza. É necessário conhecer um pouco das técnicas do teatro para conseguir fazer isso, mas dá certo. Até um parecer pessoal: costumo sair melhor depois, após dançar e tentar ficar bem. A tristeza alivia um pouco.

Agnaldo Inacio da Cruz Junior 7 de maio de 2016 18:55  

Gostaria de saber ,se no caso de atuar na dança , você passa empatia ou sentimento pessoal?...

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